Cássio, goleiro do Cruzeiro, desabafou nas redes sociais no início da noite desta sexta-feira (22). O arqueiro celeste relatou dificuldades para matricular a filha Maria Luiza, de sete anos, numa escola de Belo Horizonte.
A filha de Cássio é diagnosticada com TEA (transtorno do espectro autista). O goleiro relatou as dificuldades para encontrar uma escola que aceitasse a garota.
“Hoje, como tantos outros pais de crianças autistas não verbais, venho compartilhar algo muito doloroso. Tenho tentado matricular minha filha em diferentes escolas, mas a resposta quase sempre é a mesma: ela não é aceita”, escreveu o atleta.
“Tudo isso porque a Maria tem uma pessoa especializada que a acompanha desde os seus 2 anos de idade. Essa profissional veio com a gente de São Paulo, conhece a Maria profundamente, tem a confiança dela e poderia ajudá-la dentro de sala sem atrapalhar em nada o andamento das atividades. Mesmo assim, as escolas não aceitam essa ajuda”, continuou Cássio.
O goleiro criticou locais que adotam o discurso de inclusão. Segundo o jogador, a prática é diferente: “Se não fosse por uma única escola ter aceitado a minha filha, a Maria simplesmente não teria como estudar em Belo Horizonte. O mais triste é ouvir isso justamente de escolas que se apresentam como ‘inclusivas’, que dizem aceitar todos os tipos de crianças. A realidade, no entanto, é bem diferente”.
“Como pai, ver sua filha rejeitada simplesmente por ser autista é algo que corta o coração. Inclusão não é só palavra bonita em propaganda, é atitude. E ainda estamos muito longe de viver isso de verdade”, finalizou o goleiro.

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