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EX-PREFEITO DE JOÃO PINHEIRO É CONDENADO A MAIS DE 11 ANOS DE PRISÃO COM BASE NA ‘TEORIA DO AVESTRUZ’
Justiça
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EX-PREFEITO DE JOÃO PINHEIRO É CONDENADO A MAIS DE 11 ANOS DE PRISÃO COM BASE NA ‘TEORIA DO AVESTRUZ’

Sérgio Soares teria gerado um prejuízo de quase R$ 1 milhão aos cofres públicos com emissão de cheques em branco

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A Justiça condenou o ex-prefeito de João Pinheiro, Sérgio Vaz Soares, a 11 anos e 8 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, por desvio de recursos públicos durante o mandato entre 2009 e 2012. A decisão, proferida pela 2ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais do município, ainda cabe recurso, e o réu poderá recorrer em liberdade.

Na sentença, o juiz Jessé Alcântara Soares aplicou a chamada “Teoria da Cegueira Deliberada”, também conhecida como “Teoria do Avestruz”, ao entender que o ex-prefeito optou por ignorar irregularidades na gestão financeira, mesmo após ter sido alertado.

De acordo com o processo, Sérgio Vaz teria autorizado ou permitido a emissão cheques assinados em branco, que ficaram sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Fazenda. Esses documentos teriam sido utilizados para pagamentos sem respaldo contratual ou licitatório.

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Ao todo, 92 cheques foram compensados em favor de 21 pessoas físicas e jurídicas, sem vínculo formal com o município, gerando um prejuízo de R$ 968.224,78 aos cofres públicos.

Para o magistrado, ao assinar os cheques sem controle sobre a destinação e ignorar os alertas sobre irregularidades, o ex-prefeito assumiu o risco de que os recursos fossem desviados. A conduta, segundo a decisão, se enquadra na teoria jurídica que responsabiliza agentes que deliberadamente ignoram ilícitos evidentes.

Depoimentos colhidos durante o processo, incluindo o de um ex-tesoureiro, indicam que havia cheques previamente assinados armazenados em cofre da tesouraria para uso da equipe. A investigação também aponta que dois contadores teriam alertado o então gestor sobre falhas graves, sem que providências fossem adotadas. Um deles chegou a deixar o cargo após os avisos não serem atendidos.

A sentença destaca ainda que parte dos recursos desviados era destinada à área da saúde e que os fatos ocorreram em ano eleitoral, o que pode indicar motivação política.

Além da pena de prisão, o ex-prefeito foi condenado a ressarcir integralmente o valor desviado, com correção monetária e juros, à perda do direito de exercer função pública por cinco anos e à suspensão dos direitos políticos após o trânsito em julgado.

 

FONTE/CRÉDITOS: G1 Triângulo
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Reprodução/Youtube

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