Circulam nas redes sociais publicações afirmando que professores vão ter de pagar 27% de Imposto de Renda (IR), após o recente aumento que elevou o piso salarial desses profissionais para R$ 5.130,63.
Uma delas viralizou no último sábado (24) no X/Twitter, onde já ultrapassou 151,8 mil visualizações. O post mostra uma imagem com o seguinte texto: "Professor não tem paz um minuto. Reclamou do aumento de R$ 18,00, o governo deu um aumento de 5,4%. R$ 4.867,77 + 5,4% = R$ 5.119.81. Agora vai ter que pagar 27% de IR. R$ 5.119,81 - 27% = R$ 3.737,46. De R$ 4.867,77 para R$ 3.737,46 teve uma redução de R$ 1.130,00".
Mas isso não é verdade. Em novembro do ano passado, foi aprovada a lei que ampliou a faixa de isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil por mês – além disso, ela prevê desconto decrescente para rendas entre R$ 5.001 e R$ 7.350.
A regra entrou em vigor em 1º de janeiro e prevê percentual de 0,91% para a faixa de R$ 5.130,63 (novo salário mínimo dos professores). Já a alíquota máxima de 27,5% mencionada nas fakes news pode ser aplicada apenas em caso de vencimentos mensais superiores a R$ 7.350.
Três dias antes de o conteúdo falso viralizar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou uma Medida Provisória que alterou critérios da Lei do Piso do Magistério, elevando o vencimento de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, que representa um aumento de R$ 262,86 (5,4%). Esse novo salário entra em vigor já no próximo pagamento e se aplica a profissionais que trabalham 40 horas semanais.

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