A missão Artemis, que marcou o retorno do homem à órbita lunar chegou ao fim na noite desta sexta-feira (10) com uma etapa tão delicada quanto decisiva: a volta à Terra. A cápsula Orion pousou no oceano às 21h07 (horário de Brasília), encerrando a jornada dos quatro astronautas.
O retorno, no entanto, exigiu cautela. Após a amerissagem, como é chamada a operação de pouso de aeronaves, as equipes de resgate levaram mais de uma hora para retirar os tripulantes e realizar os primeiros exames ainda no local. Segundo a Nasa, Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen passam bem.
A reentrada na atmosfera foi um dos momentos mais críticos da missão. A Orion atingiu velocidades superiores a 30 vezes a do som, cerca de 38.400 km/h, enfrentando temperaturas externas de até 2.760 °C, um teste extremo para o escudo térmico da cápsula, que já havia apresentado problemas em missões anteriores.
Seguindo procedimento padrão da Nasa, os astronautas já iniciaram um acompanhamento médico rigoroso para avaliar os efeitos da microgravidade no corpo humano após dias no espaço.
FEITO
A missão também entrou para a história ao registrar a maior distância já percorrida por humanos no espaço e permitir a observação do lado oculto da Lua.
O feito abre caminho para os próximos passos do programa Artemis, que pretende levar astronautas de volta à superfície lunar nas próximas missões, previstas a partir de 2027.
A missão Artemis II, lançada com sucesso no início deste mês, também marcou o retorno de seres humanos à órbita da Lua há mais de 50 anos e ocorre 57 anos após o homem pisar no solo lunar, em 20 de julho de 1969.

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