O grave acidente registrado na noite da última terça-feira (13) na Avenida JK, em Patos de Minas, que resultou na morte do motoboy Pedro Henrique Luís Rodrigues, de 29 anos, ganhou um contexto ainda mais violento. Preso em flagrante, o condutor do automóvel e responsável pelo acidente, Reginaldo Dias Castro, de 47 anos, confessou à polícia que provocou a colisão contra o motociclista de forma intencional.
Conforme a ocorrência policial, a vítima, Pedro Henrique Luís Rodrigues, de 29 anos, conduzia a motocicleta Honda CG 150 Titan, em sentido à saída da cidade. De acordo com uma testemunha, o condutor do automóvel teria se aproximado em alta velocidade, mudado de faixa e colidido contra a lateral traseira da moto, fugindo em seguida.
O motorista foi localizado nessa quarta-feira (14) em uma chácara na zona rural de Patos de Minas. Em depoimento, ele afirmou aos policiais que, após acessar a Avenida JK, teria sido xingado e insultado com gestos obscenos pelo motociclista. Segundo ele, já “bastante nervoso”, decidiu “jogar o veículo” contra o motoboy, viu a queda e fugiu do local.
CARRO CLONADO
Além da confissão de intencionalidade, o caso ganhou contornos ainda mais graves com a descoberta de que o veículo utilizado por Reginaldo apresentava indícios de clonagem. A placa do carro (FJN-9A30) foi identificada em câmeras de monitoramento, mas a perícia constatou que o chassi e o número do motor haviam sido remarcados.
Documentos apreendidos no veículo incluíam uma procuração com assinatura falsa, atribuída à verdadeira proprietária do automóvel, que nega ter vendido ou autorizado a transferência do carro.
A proprietária do veículo original confirmou que nunca esteve em Cuiabá – onde Reginaldo disse ter comprado o carro – e vem recebendo multas de trânsito indevidas desde agosto de 2025, inclusive de outros estados.
Reginaldo foi preso em flagrante por homicídio consumado e também pode responder por receptação e falsificação de documento. O veículo foi apreendido e encaminhado ao pátio credenciado. O celular do acusado também foi recolhido para perícia.
O caso, inicialmente registrado como acidente de trânsito com vítima, teve a natureza alterada para homicídio consumado após as investigações e a confissão do condutor. Com a apuração, o motorista deve responder por homicídio doloso, quando há a intenção de matar, com a qualificadora de vingança, o que torna o crime ainda mais grave.

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