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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou decreto nesta quinta-feira para reajustar em 15% os benefícios do Bolsa Família a partir de outubro, levando o piso do programa a R$691 por família, de R$600 antes.
O custo da medida será de R$5,8 bilhões em 2026 e de R$22 bilhões em 2027, disse o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, em anúncio ao lado do presidente, ressaltando que boa parte do impacto será incorporada em espaço já existente no orçamento, dentro das regras fiscais vigentes
.
O reajuste, anunciado a menos de 20 dias das eleições presidenciais em 4 de outubro, quando o petista tentará a reeleição, levará o valor médio do benefício a R$777, de acordo com Moretti. Segundo o ministro, o aumento assegura reposição da inflação no valor do benefício, que ainda não tinha sido reajustado no governo Lula.
AUXÍLIO BRASIL
O último reajuste no benefício ocorreu em 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro (PL) buscava a reeleição. O programa, que se chamava Auxílio Brasil, foi reajustado de R$ 400 para R$ 600 na ocasião, um aumento de 50%.
A mesma medida também dobrou naquele momento o auxílio gás e criou benefícios temporários concedidos a caminhoneiros e taxistas.
Em março de 2023, após assumir a presidência, Lula recriou o Bolsa Família em substituição ao Auxílio Brasil, mantendo em R$600 o valor básico do programa.

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